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sexta-feira, 15 de abril de 2011

PREFEITURA GASTA MAIS R$ 140.000,00 COM ALUGUEL DE HELICÓPTEROS


Na sessão dessa semana, Marilena buscava informações do Executivo sobre a prorrogação do contrato 050/10, que trata do uso de helicópteros pela Prefeitura Municipal, e a falta de divulgação desses serviços no seu sítio eletrônico.
Esse contrato foi publicado na Imprensa Oficial do Município em maio de 2010, tendo como objeto a prestação de serviços de locação de helicópteros para serem utilizados no patrulhamento aéreo do município, destinados à Guarda Municipal e ao Gabinete do Prefeito.
Apesar dos insistentes pedidos da vereadora para a prestação de informações públicas, a população desconhece a utilização desses serviços aéreos e o contrato ainda sofreu prorrogação em outubro de 2010 por mais cinco meses e mais R$ 70.000,00 e agora mais uma prorrogação até Agosto. No total, quinze meses, serão gastos R$ 210.000,00.
Marilena questionou os motivos dessa prorrogação e a falta de planejamento da Prefeitura que, se sabia que iria utilizar esse serviço por mais de um ano, porque não fez a licitação de forma mais clara e transparente?
A utilização desse serviço, de difícil fiscalização pelo cidadão, devia exigir uma prestação de contas pública, no sitio eletrônico da Prefeitura, para saber qual a finalidade e as justificativas do uso, mas os vereadores não consideram isso relevante e deixam de aprovar os pedidos da vereadora.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

'PSDB não tem moral para falar em aumento do mínimo'

Em Brasília, o debate entre os nossos congressitas aponta as contradições do discurso tucano. E em Jundiaí, o Deputado Luiz Fernando Machado até tentou responder questão perguntada na Radio Difusora hoje pela manhã (16/02) sobre como o seu partido (PSDB) vê o impacto do salário mínimo nas demais regiões do país, uma vez que o Estado São Paulo vive uma outra realidade e não pode ser parâmetro para a maioria dos Estados, argumentos da radialista. Difícil mesmo foi ele manter coerência e objetividade num discurso puramente político "caso não aprovemos a emenda de R$ 600,00 apresentada pelo meu partido, apoiaremos a proposta das centrais sindicais " divulgou o deputado caronista no movimento das centrais.

Leia abaixo recortes do discurso da Senadora Gleise Hoffmann (PT/PR):

"O PSDB não tem moral para falar sobre o salário mínimo", afirmou a senadora Gleise Hoffmann (PT-PR) ao responder críticas do senador Álvaro Dias à condução da política econômica dos governos Lula e Dilma. Gleise destacou que no governo Fernando Henrique Cardoso, o aumento médio do salário mínimo foi de 29,8% praticamente a metade do ganho real registrado durante os oitos anos de governo Lula – 57%.

Gleise também argumentou que o Tribunal de Contas da União (TCU) não pode ser a única referência na questão de irregularidades em obras públicas. A senadora citou como exemplo a entrevista do fundador da companhia aérea Azul que em entrevista à Folha de São Paulo fala sobre a atuação do TCU e sobre a lei de licitações. A senadora destacou que nesta entrevista, o executivo disse que foram gastos R$ 30 milhões em obras no aeroporto de Vitória, no Espírito Santo. Deste total, houve um questionamento envolvendo R$ 1 milhão por parte do tribunal e a obra está parada há mais de cinco anos.

"Isso para mim não é referência de cuidado com gestão de recursos públicos", disse Gleise, lembrando que os próprios ministros do TCU tem sido alvo de denúncias de irregularidades. A senadora defendeu uma postura responsável em relação ao país, como a que foi adotada pelo governo Lula e demonstrada pelo governo Dilma Rousseff.

"Não é qualquer gestão macroeconômica e de contas públicas que faz um país crescer como o Brasil está crescendo, à despeito de uma crise internacional que atacou o coração da economia mundial", alertou a senadora ao lembrar que em 2010 o Brasil registrou um crescimento acima de 7%.

O crescimento da economia foi também o argumento do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para contestar discurso da oposição de que o governo Lula deixou uma "herança pesada". O senador destacou que "o presidente Lula pegou o final do governo Fernando Henrique Cardoso com a relação de 60% da dívida pública e o PIB. E hoje estamos com 41%.

"A Comunidade Europeia debate se os países que pertencem a essa comunidade devem se encaixar nesse padrão abaixo de 60%. E hoje estamos com 41%", disse.

Lindbergh lembrou que a consolidação realizada pelo governo se dá num momento que o cenário econômico internacional enfrenta uma pressão inflacionária desencadeada pela elevação do preço internacional das commodities, em especial dos alimentos, e que também há inflação pelo crescimento de demanda. "Porque o País está crescendo. Houve uma mudança estrutural no País. Há uma classe média emergente. É por isso que o Governo está sendo firme", explicou o senador.

As medidas anticíclicas adotadas pelo governo em 2009 para o enfrentamento da crise econômica internacional também foram lembradas por Lindbergh – entre elas a redução do IPI para a retomada do crescimento industrial. Segundo o senador, na época, a oposição "defendia o aperto, o corte de gastos, quando tínhamos de ter feito o que se fez, que eram medidas anticíclicas, para o Brasil voltar a crescer. E, neste momento em que temos uma pressão inflacionária – e todos admitimos isso - V. Exªs vêm defender a posição de R$600,00 para o salário mínimo".

reproduzido de www.pt.org.br